Continuo seguindo em frente insustentando esse falso rubor ao rir, essa falsa segurança. Como um olhar cego de olhar insistentemente a luz do sol durante a queda. Gargalho alto, pego um copo, falo palavras vazias, gargalho mais alto ainda, num tolo desespero de superar meu grito silencioso. Um momento de silencio e a angustia tenta subir pela cadeira até meu colo. Me mexo, mexo os pés, tento impedir que ela alcance seu objetivo. Desvio os olhos para um rosto distante e conseqüentemente vejo em olhos estranhos abismos de minha alma, e me jogo. Fingindo ser suficiente esses falsos rastros, essas pequenas atenções semi direcionadas, esses olhares implícitos, cada vez mais rápido, até tropeçar e cai em mim mesma. Na minha embriagues de auto-enganação, acordo e sou figurante, acordo e sou pedestre, acordo e o mundo cabe em mim, e o dia passa com uma sombria contagem regressiva, e quando durmo não sou mais que o epitáfio de mim mesma, retalhada, cansada de papeis e sentimentos induzidos.