No meu pranto há um espectro passivo ao olho doente, nas entre-linhas de minhas lagrimas.
O que esconde meu corpo de mim que desconheço?
O que sou alem do que já entendo por ser meu, escorregando por minha pele?
Uma casca, estruturada por ossos e músculos latejando em minhas veias, mas latejando o que?
Sou eu deslocando a realidade em torno de um vil esquecimento ou realmente padeço a não saber o que me abala e a esperar a revelação de um segredo maior?
Como posso eu passear por esses caminhos desconhecendo minha condição febril, anestesiada, alheia ao outro eu escondido em sensações táteis desprevenidas.
Enojo meu estomago para personificar uma dor que não se mostra, mas será que ela realmente existe?
Que eu escondo afinal? Como posso decidir o destino do meu futuro se ainda sou e possuo esse mistério indecifrado com sensações térmicas e sensoriais?
E finalmente, sou, ou ainda serei?

