Contos de sexta a noite.
São corpos…
fragmentados,
cortados, partidos,
dissecados
Pedaços de
pele e unhas,
CabeçaCortadaNoPlanoSagital
Músculos,
veias vazias, tendões soltos,
Olhares internos.
Antagono movimento de um desejo agonista…
Um vazio deserto aos arredores dos labirintos silenciosos dos corpos partidos
Ai! Causa-me um arrepio no esqueleto axial
Inadequado ambiente para se sentir essa tontura, os cheiros são banhados em formol
porem me entrego ao fetiche, sou seduzida pelo erotismo necrófilo
os prédios vazios escuros, uma chuva intensa encharca, pinga a tentação
Fragmento meu corpo
em toques variados
em calafrios sentidos até o músculo
a pele, que se disseca,
deserta derrete,
queima,
liquidifica…
as subcutâneas.Fáscias.Músculos.Fibras.Células.e.Ribossomos
um por um.
em um fluxo continuo de movimentos articulares.
já não sei mais de proximal, distal ou tarsos e meta-tarso…
meus pedaços me somam e se misturam, se trituram
eu já não sou completa, nem incompleta, tanto faz meus “eus” isolados
sou puro êxtase em completude, pura experimentação
sou unidade. Em constante devaneio,

